Sinais da Palavra

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Afinal, onde colocamos o nosso coração? A que nos vamos prendendo ao longo da vida? Onde vamos guardando a nossa esperança?

Faz-nos pensar a frase tantas vezes ouvida: «até o que levamos é o que nos põem». Como ela vai de encontro ao que o Senhor Jesus diz no evangelho: «Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?»

Quantas inquietações, quantos problemas, quantas insónias, quantos aborrecimentos… para se alcançar um pouco mais nesta vida, que é tão incerta e passageira como o vento. Só para se amealhar um pouco mais, para se viver mais «desafogadamente», ou, simplesmente porque a sociedade de hoje nos ensinou a conjugar a tirania do ter e ter cada vez mais.

E afinal, tudo isso é tão passageiro, que nem lhe podemos chamar verdadeiramente nosso. Hoje tem-se, amanhã poderá já não ser assim. Aliás, quem nos garante que haverá mesmo um amanhã?

Diz-nos o livro da Sabedoria: «quem trabalhou… tem de deixar tudo a outro que nada fez». Sim, porque aqui deixamos tudo, exceto aquele outro tesouro que Jesus nos ensina a acumular, o tesouro do céu. Esse, não o levamos connosco, mas espera-nos como certeza de eternidade.

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