Sinais da Palavra

24º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Confunde-nos sempre a ideia de que vivemos não apenas para nós próprios, mas também para os outros. E confunde-nos, porque vem mudar tantas das nossas ideias, das birras quando não alcançamos o que queremos, dos nossos egoísmos e prioridades. E deixamos de olhar apenas para «o nosso umbigo».

E como estamos longe de entender e viver o que nos diz São Paulo: «se vivemos, vivemos para o Senhor e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor». Como tantos entendem isto como uma perda de liberdade, como um viver iludido.

E até chegamos a «criar» um Deus vingativo e cruel, à nossa imagem, porque se é assim que pensamos e agimos, é isso também que esperamos de Deus. Contudo, continuamos a rezar: «perdoai-nos… assim como nós perdoamos».

Mas, o salmo vem lembrar-nos que Deus é clemente e compassivo, como já o livro de Ben-Sirá aconselhava o perdão, em vez da vingança e do rancor. Porque como pode o homem esperar perdão, se não o sabe dar? E dizia-nos: «não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados?».

Em vez de termos avançado, perante as sete vezes de perdão propostas por Pedro, talvez tenhamos voltado à lei do «olho por olho», tão incapazes de perdoar que nos consumimos em ódios e vinganças. E parecemos cada vez mais aquele servo da história de Jesus, que pede perdão para tanto, sendo incapaz de perdoar tão pouco.

Aprendamos a perdoar «de todo o coração»…

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