Sinais da Palavra

30º Domingo do Tempo Comum – Ano C

«Meu Deus…»

Assim começam tantas das nossas preces, dos nossos desabafos, das nossas admirações.

Mas, o que se segue, terá a marca da humildade de quem se reconhece pequeno e por isso se volta para a força de um Deus que ama, ou a altivez de quem quer comprar esse mesmo amor, querendo lembrar a Deus o que Ele já conhece, todas as coisas boas que faz?

Afinal, o que é verdadeiramente rezar? Elevar o nosso coração até Deus, sem artifícios ou máscaras criadas ou elevar o orgulho de quem se julga merecedor, mediante tudo o que já vive, de quem julga poder exigir de Deus seja o que for?

Logo, desde o Antigo Testamento, nos é dito: «A oração do humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino». E é assim que devemos aprender a rezar, com essa mesma humildade de quem não vive apenas para «impressionar a Deus», numa vida vazia de sentido, mas de quem tudo faz e vive, apenas pela força do amar.

Para que no final, depois de uma vida em que tudo é uma constante oferta ao Amor de Deus, esse Amor que nos dá até a própria vida, possamos dizer como São Paulo: «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé».

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