Sinais da Palavra

32º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Falamos da vida eterna, acreditamos na ressurreição, mas imediatamente são tantas as dúvidas que nos invadem, as perguntas que nos assaltam, as questões que se levantam: como será? Reconheceremos os que nos são mais próximos nesta vida? E como acontecerá essa mesma ressurreição? O que implicará?

Afinal, tanto complicamos o que só um coração simples e humilde quer aceitar. É Jesus quem lembra, numa passagem do Evangelho, que estas verdades não são para os sábios entenderem, mas são reveladas, são aceites pelos pequeninos, pelos que em vez de levantarem dúvidas, se alegram com a eternidade, com essa vida sem fim junto de um Deus que ama, na Sua glória.

«Do Céu recebi… do Céu espero recebê-los de novo». «…mas o Rei do Universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna». Com palavras como estas, os sete irmãos da história do Livro dos Macabeus, caminham para o martírio às mãos do rei da Síria, dando-nos um belo exemplo de fé numa vida sem fim, alcançada em Deus e na fidelidade à sua Aliança. E mostram, a uma sociedade temerosa como a nossa, que nem gosta de falar deste tema, que esconde todos os seus sinais, que afinal, não é a morte que devemos temer, quando esta é apenas uma passagem para a eternidade.

Às dúvidas levantadas pelos saduceus, Jesus responde com palavras que nós também hoje devemos aceitar: «na verdade, já não podem morrer… e porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus». «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». Se, em Deus viveremos para sempre, se n’Ele alcançaremos a vida sem fim, de que temos medo afinal?

Mostrar mais

Artigos Relacionados

Back to top button