Sinais da Palavra

3º Domingo da Quaresma – Ano A

Por: Pe. Nuno Azevedo

Afinal, que sede sentimos nós? O que procuramos com afinco e dedicação no nosso dia-a-dia?

Por vezes, como o povo de Israel, mesmo libertos, continuamos presos ao passado, ao que já vivemos, a falsas seguranças de tempos em que parecíamos ter tudo. E revoltamo-nos com facilidade. E reclamamos com um Deus que nos faz olhar em frente e aceitar o desafio de O seguir pelos caminhos de vida, não de passado. E fechamos o nosso coração, apesar de nele estar «a esperança que não engana», «o amor de Deus… derramado… pelo Espírito Santo que nos foi dado».

E foi a sede desta água viva, deste saciar em Deus, desta esperança que não engana e faz procurar a eternidade, que Jesus fez descobrir à samaritana, àquela mulher a quem pede «dá-Me de beber», mas a quem dá muito mais, uma fé verdadeira, uma missão de anúncio junto dos seus, a certeza de ter descoberto o Messias.

E à samaritana, como a nós hoje, Jesus lembra que é «em espírito e verdade» que procuramos Deus, que n’Ele saciamos esta sede de plenitude e de vida que existe em nós e que, tal como os samaritanos alertados por aquela mulher, também nós devemos ir ao Seu encontro, ao encontro deste Cristo que sempre caminha ao nosso lado.

E no meio de tantas inquietações e de tantas «necessidades» a que vamos prendendo a nossa vida diária, poder dizer em verdade como Jesus: «o meu Alimento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou e realizar a sua obra».

Nuno Azevedo

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