Sinais da Palavra

6º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Por: Pe. Nuno Azevedo

A nossa educação, a forma como vamos vivendo hoje, não é apenas resultado do que aprendemos outrora, do que nos disseram os nossos pais e os nossos avós aquando da nossa infância. Mas é também fruto do que nós próprios fomos descobrindo, das experiências e suas conclusões, de um avançar que é sempre preciso.

Jesus dizia no evangelho: «Ouvistes que foi dito aos antigos… eu porém digo-vos…» e fazia-nos sentir que não basta o não matar, mas é preciso também não ofender o irmão, a quem devemos perdoar as ofensas que nos faz (não apenas as que nós lhe fazemos); e convidava-nos a descobrir que não basta o não cometer adultério, mas é preciso olhar os outros com pureza e sem más intenções; a pensar que não basta não faltar ao juramento, mas que é melhor não jurar de todo e ter uma linguagem e postura de verdade.

E como nos impressiona aquela imagem que Ele nos propõe de deixarmos a oferta a Deus diante do altar para nos irmos reconciliar com o irmão que tem alguma coisa contra nós.

É todo este caminho de evolução no amor, na forma de viver com os irmãos e com Deus, que o Espírito Santo nos vai revelando, como lembrava São Paulo. Um caminho não intelectual, não apenas de sabedoria, mas real, que se faz vida concreta.

Até porque isso só depende da nossa vontade, como dizia o livro de Ben-Sirá: «ser fiel depende da tua vontade». Cabe-nos a nós, em cada dia, estender a mão para o fogo ou para a água, ou, de outra forma, para o bem ou para o mal.

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