Opinião

Ser feliz é aceitar as circunstâncias da vida

Há dias fazia uma caminhada indo ao encontro de uma amiga de longa data para um almoço de Natal. Estava feliz. Há tantos anos que nos conhecíamos. Tínhamos atravessado toda uma série de bons e menos bons momentos ao longo dos anos. Ainda que às vezes distantes, a amizade manteve-se. Cheguei cedo. Aproveitei para disfrutar a belíssima paisagem que usufruía no Jardim do Torel. Sentada num banco do jardim, que tinha um poema escrito, ouvi os sinos tocar, observei as gaivotas a esvoaçar, admirei o rio Tejo ao longe, observei os aviões a passar. As crianças no recreio soltavam gritos de alegria. O sol de inverno aquecia-me o coração. Na verdade a cidade a meus pés brilhava em todo o seu esplendor. Alguns barcos circulavam ao longe. Questionei interiormente: “E Tu Jesus onde estás?” Sinto a Tua presença em todos os locais. No sol que me aquece o coração, nos gritos das crianças, nos transeuntes que passam. Consegui acalmar o desassossego que me invadia nesta varanda aberta para o mundo e para a vida. Que belo momento de descanso. Os acordes de uma guitarra integrados na paisagem recordavam a beleza da cultura enquanto parte integrante da nossa vida que nos traz um pouco do céu à terra. 

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 Maria Helena Paes | edição impressa JB 30/12/2021


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