Diocese

Apresentação do Programa Pastoral 2021-2022 da Diocese de Viseu

“Somos a Igreja! Em comunhão, participação e missão”, reforçou D. António Luciano

Na tarde do dia 17 de outubro, o auditório do Seminário Maior de Viseu acolheu participantes vindos de toda a Diocese para a Apresentação do Programa Pastoral 2021-2022, sob o lema “Família, alimenta-te na Eucaristia”, continuando o tríptico sobre os sacramentos da Iniciação Cristã ‘Do Batismo à Eucaristia: Caminho de Santidade!’.

Foram muito os que aceitaram o convite, como lembrava D. António Luciano, como também o convite para a Eucaristia, “em que nos centramos para o início do caminho”, para uma tarde de apresentação da Pastoral diocesana, mas também do início da fase na Diocese do Sínodo dos Bispos, que levará depois à fase continental, na Conferência Episcopal Portuguesa, e à fase universal, em outubro de 2023, no Vaticano.

O Bispo de Viseu referiu mesmo a atualidade como “um momento único e privilegiado, na Diocese e na Igreja”. E concluía: “dos humildes e dos simples há de ser este caminho sinodal”, agora iniciado.

D. António Luciano lembrava outubro como mês do Rosário, mês missionário e afirmava que “todos somos missionários”, reforçando palavras como “disponíveis”, “alegres”, “dialogantes”, “servidores”. E, neste espírito, “para que muitos grupos se constituam nas nossas comunidades, para acontecer o sínodo”.

Para o Vigário da Pastoral, Padre João Leão Zuzarte, importa agora “não ficar estagnado no pós Covid”. E afirmou sempre a comunhão na pastoral, mesmo “nos vários secretariados e departamentos que trabalham no dia-a-dia”. Na apresentação do Programa Pastoral, já publicado, lembrou as diferentes iniciativas que marcam também este ano, presentes na contracapa da publicação, desde o Ano da Família “Amoris Laetitia”, do recente Congresso Eucarístico Internacional, do Sínodo dos Bispos agora iniciado, até às Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa, mas sempre interligadas e em renovação conjunta da pastoral diocesana. “Não muitas e dispersas iniciativas”.

Para este responsável “é preciso interpelar as famílias”. “Que as famílias sejam sujeitos da pastoral, não uma pastoral para as famílias”, afirmava. Por isso, desafia a Diocese a focar-se na Família e na Eucaristia.

Para o Vigário da Pastoral, o Programa agora apresentado é “uma proposta dinâmica, aberta, como ferramenta de trabalho”. Por isso, “um calendário inacabado”, revisto e refeito periodicamente e divulgado continuamente. Salientava como objetivo primordial “o proporcionar uma experiência familiar da Igreja, casa para todos”, enquadrado nos objetivos gerais apresentados no Programa: “1. Redescobrir a Eucaristia como coração da Igreja através do encontro com Jesus Cristo; 2. Reedificar as comunidades cristãs revitalizando o seu tecido interior e as estruturas pastorais; 3. Recuperar o Domingo, como o dia da comunidade (Família de famílias) rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023; 4. Renovar a dimensão caritativa dos batizados a partir da Eucaristia; 5. Reunir e ‘Caminhar Juntos’ – Acolher, (des)Envolver e Discernir – ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

Na perspetiva do Sínodo iniciado, o Padre João Zuzarte lembrou a “sinodalidade como um estilo para a Igreja de hoje” e a necessidade de “encadear as três palavras chaves: comunhão participação e missão”. E concluía “é preciso falar com franqueza e escutar com empatia”. Salientava a novidade apresentada por este Sínodo, das três fases: diocesana, continental e universal, como garantia para a participação de todos.

Brevemente foram ainda apresentadas as propostas de cada secretariado e departamento, insistindo na continuação de muito que ficou por fazer devido à pandemia, mas também neste espírito de participação de todos cada vez mais necessário.

Seguiu-se a Eucaristia, na Igreja do Seminário Maior, na qual D. António Luciano referiu este momento como “o início do Sínodo dos Bispos em cada Diocese é uma graça, um ‘aggiornamento’, uma lufada de ar puro, santo e fresco, que quer tocar e transformar o nosso coração, a nossa vida e todo o nosso agir pastoral”.

Afirmou o Bispo, na homilia da celebração: “temos diante de nós um caminho longo a percorrer que é para todos, que ninguém desanime na caminhada, que ninguém seja excluído, precisamos de todos em espírito de verdadeira cooperação. A esta experiência podemos chamar-lhe de corresponsabilidade eclesial e pastoral, caminho sinodal”.

Concluía D. António Luciano, “hoje iniciamos com júbilo, beleza e esperança um caminho de graça e de novidade pascal. Este é o caminho novo para a conversão e renovação da própria Igreja e para a verdadeira salvação do seu Povo”, antes de confiar também aos padroeiros da Diocese de Viseu, São Teotónio e Beata Rita Amada de Jesus, este caminho sinodal.

edição impressa JB 21/10/2021


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