Viseu

Covid-19: Hospital de Viseu regista primeiro dia sem mortes desde início de janeiro

Esta quarta-feira, 17 de fevereiro, estão internados 116 doentes com Covid-19 no Hospital São Teotónio de Viseu, 95 doentes em enfermaria e 21 em cuidados intensivos. Ontem, terça-feira, foi o primeiro dia sem mortes por Covid este ano de 2021. Com estes dados atualizados confirma-se o alívio daquela unidade hospitalar depois de ter vivido dias de “catástrofe” com uma vaga da pandemia incontrolável, que esteve com cerca de 300 doentes internados.

O diretor clínico do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV), Eduardo Melo, adiantou em
conferência de imprensa que “é um dia histórico”. “É o primeiro dia que não temos mais de 100 em enfermaria e também foi o primeiro dia com zero óbitos em 2021, o que também é um dia importante para nós”, realçou o responsável ao anunciar o encerramento da unidade de retaguarda do Fontelo a partir de quinta-feira (18 de fevereiro), uma vez que, atualmente, o Hospital de Viseu já tem condições para internar todos os doentes infetados.

Desde o dia 1 de janeiro até à passada segunda-feira morreram com doença covid 250 pessoas
naquela unidade hospitalar e foram admitidos em janeiro mais de 700 doentes Covid. Para
Eduardo Melo “isso tornou impossível manter grande parte da atividade não Covid” no
hospital central.

O responsável explicou que a situação nos cuidados intensivos é ainda de alguma pressão, mas nesta altura o Hospital São Teotónio “já encerrou três das enfermarias que estavam alocadas ao tratamento de doentes Covid.
No hospital de retaguarda do Fontelo foram internados 70 doentes da parte hospitalar e 14
doentes a carro da Segurança Social e do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão
Lafões, tendo funcionado durante um mês como uma estrutura híbrida que contemplou uma
parte das camas dedicadas a tratamento de agudos e ainda uma estrutura de retaguarda para acolher doentes Covid positivos que não tinham condições para fazer tratamento em casa.

O diretor clínico do CHTV disse ainda que o Hospital de Viseu está a ser reorganizado “semana a semana em função das possibilidades do hospital”, tendo já voltado a realizar cirurgias programadas em regime de ambulatório.

Emília Amaral

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