Sinais da Palavra

Domingo de Ramos – Ano A

Por: Pe. Nuno Azevedo

A obediência até à Cruz… São Paulo, na sua carta aos Filipenses, lembra que Jesus «aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz». Uma obediência voluntária, porque é conscientemente e de livre vontade que Ele se oferece, morrendo na cruz, para a todos salvar. Uma obediência que vem resgatar todas as nossas desobediências, todos os nossos pecados, para que sejamos algo imensamente maior: filhos de Deus salvos pelo próprio Filho que se entrega em nossas mãos.

São Mateus, no relato da Paixão que faz no seu evangelho, salienta como em Jesus se cumpre tudo o que anteriormente fora anunciado e predito, no Antigo Testamento. E na Cruz, surge uma Nova Aliança, que não precisa de ser renovada nem se pode desfazer, e um novo povo, ao qual todos são chamados mediante a fé e a aceitação de Jesus como o verdadeiro Filho de Deus, como dirão o centurião e os soldados romanos.

E a multidão, que O acompanhava triunfalmente na entrada messiânica em Jerusalém, respondendo: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia», e O abandona no sofrimento e desconcerto da Cruz, é convidada a fazer esta caminhada de quem acredita no Filho de Deus que morre para nos salvar.

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