Sinais da Palavra

Domingo de Ramos – Ano B

A obediência até à Cruz… São Paulo, na sua carta aos Filipenses, lembra que Jesus «aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz». Uma obediência voluntária, porque é conscientemente e de livre vontade que Ele se oferece, morrendo na cruz, para a todos salvar. Uma obediência que vem resgatar todas as nossas desobediências, todos os nossos pecados, para que sejamos algo imensamente maior: filhos de Deus salvos pelo próprio Filho que se entrega em nossas mãos.

São Marcos, no relato da Paixão que faz no seu evangelho, salienta o Homem que avança para a Cruz e para a morte com a consciência de quem Se entrega, de quem dá a vida. Por isso, recusa mesmo «o vinho misturado com mirra» que lhe queriam dar, porque este poderia entorpecer os seus sentidos, aliviar um sofrimento que não é em vão, mas fonte de salvação, até para os que O contemplam com troça e O condenam continuamente, mas que vão descobrindo o Homem que morre para salvar, sendo Deus.

Mas, a sua morte, cheia de realismo, de uma vontade de quem Se entrega pela Salvação de todos os Homens, leva os outros a descobrir n’Ele «o Filho de Deus», como diz o centurião, perante o seu expirar.

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