Viseu

Marcelo Rebelo de Sousa reforçado em Viseu com abstenção recorde

Marcelo Rebelo de Sousa venceu as eleições para Presidente da República nos 308 concelhos do país com uma percentagem de 60,70%, tendo conseguido ser reeleito para um segundo mandato à primeira volta e de uma forma expressiva. A noite de domingo, 24 de janeiro, foi assim uma noite eleitoral sem surpresas. As expetativas mantinham-se apenas entre quem ocupava os segundo e terceiro lugares dos sete candidatos que foram a votos. Ana Gomes conquistou a segunda posição com 12,97% e André Ventura o terceiro lugar com 11,90% dos votos dos portugueses. a abstenção foi grande (60,7%), mas ainda assim os portugueses em confinamento cumpriram o seu dever cívico.

No distrito de Viseu, o cenário não muda muito. Marcelo Rebelo de Sousa venceu com uma percentagem ainda superior à nacional, 65,25% dos votos, o que equivaleu a 81.568 boletins validados. André Ventura conquistou no distrito o segundo lugar, com 13,16% da votação, seguido de Ana Gomes (10,39%), Vitorino Silva (3,64%), Marisa Matias (3,34%), João Ferreira (2,20%) e Tiago Mayan Gonçalves (2,02%). Sernancelhe foi o concelho que deu mais votos a Marcelo Rebelo de Sousa (73,74%). Ainda numa análise aos 24 concelhos do distrito de Viseu, verifica-se que a abstenção foi de 62,74% nestas eleições.

No concelho de Viseu, foi na freguesia urbana que Marcelo Rebelo de Sousa teve menos votos (57,21%) e a sua votação mais expressiva na freguesia de Côta (75,40%). Ainda no concelho de Viseu, André Ventura perdeu o segundo lugar para Ana Gomes em Abraveses, em Ranhados, Repeses e São Salvador, e na freguesia de Viseu.

Abstenção preocupa autarcas

Não é de agora o desinteresse dos portugueses em votar nas diferentes eleições que ocorrem no país. Há vários anos que a abstenção tem vindo a ganhar terreno. Analistas e estudiosos insistem cada vez mais no discurso da necessidade de encontrar novas formas de estimular o voto das pessoas, uma vez que o país continua na prática a votar como em 1974.

O presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, questionado sobre essa necessidade de promover o debate para acionar novas formas de votar nos atos eleitorais, adiantou que defende a aposta no voto antecipado, na simplificação do voto, mas nunca por voto eletrónico.

“Entendo que devemos avançar para uma lógica da digitalização do acesso às mesas de voto – já há países que o têm – mas mantendo o voto presencial. Esse era o próximo passo a dar. […] A digitalização do voto pode ter a vantagem de a pessoa poder votar no dia das eleições no local onde estiver [nesse dia]”, esclareceu.

“Apesar de ser muito tecnológico e entender que as tecnologias estão cada vez mais ao serviço das pessoas para lhes facilitar a vida, não estou muito certo de que ainda estejamos no momento em que o voto eletrónico possa proteger, por um lado, o secretismo do voto, porque nunca sabemos quando é que as pessoas poderão influenciar à distancia quem o está a fazer”, rematou o autarca de Viseu.

edição impressa JB 28/01/2021

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