Região

Morreu o antigo ministro e gestor Jorge Coelho natural de Mangualde

Natural da freguesia de Santiago de Cassurrães, concelho de Mangualde, onde criou o seu mais recente projeto como empresário – Sociedade Agro-Industrial Terras Azurara – para produzir queijo Serra da Estrela e outros produtos de excelência, foi na política que se destacou desde cedo. O histórico socialista Jorge Coelho, morreu esta quarta-feira, 7 de abril, aos 66 anos, na sua casa da Figueira da Foz, vítima de ataque cardíaco.

Ministro nos dois governos de António Guterres, entre 1995 e 2001, altura em que a queda da ponte de Entre-os-Rios ditou a sua saída do Governo, Jorge Coelho era um homem frontal, de causas, nunca se tendo distanciado da política, mas para a região de Viseu fica o reconhecimento pela forma como abraçou a causa do interior do país.

Presidente da Assembleia Geral da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) e membro conselheiro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), foi já esta tarde destacado pela sua capacidade de ligar Viseu ao mundo, com algumas posições duras sobre investimentos indispensáveis para a região, como o caso da necessidade de construir uma alternativa diga ao IP3 entre Viseu e Coimbra.

Na tomada de posse como membro do Conselho Geral do IPV, Jorge Coelho destacou o contributo “decisivo” do IPV “para o desenvolvimento de Viseu “na formação de quadros” para as empresas e considerou o Politécnico de Viseu, como “a base do êxito” de muitas empresas da região.

Em 2007 foi convidado para a administração da Mota-Engil, tendo sido presidente da construtora até 2013, já sem funções executivas, o antigo governante e comentador televisivo, dedicou os últimos anos à queijaria industrial que levantou na sua terra Natal e criou muitos postos de trabalho.

Dos muitos comentários que vão chegando de diferentes quadrantes da sociedade, fica a certeza de que era um profundo conhecedor do território português enquanto político e enquanto empresário.

 

 


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