Centenário JB

O que representa o Jornal da Beira?

É um amigo de há muitos anos. Valorizo muito o Jornal da Beira, porque é por onde fico a saber muitas coisas que se passam na zona de Viseu. Gosto de ler tudo, mas em particular de ver os falecimentos, pois algumas são pessoas que conheço. A assinatura primeiro era do meu pai (António Pereira Marques ‘Novo’, 1937) e depois passei-a para meu nome. Lembro-me de quando era garoto, andava na escola, via o meu pai a ler o Jornal da Beira e eu aproveitava também para ler, fiquei sempre com esse gosto e hoje mantenho-o”.

 

Cem anos é um marco histórico, ao alcance de poucos meios de comunicação. O Jornal da Beira foi marcando posição ao longo de vários anos, sendo atualmente uma referência no distrito. Por isso, nesta data comemorativa, saúdo o seu diretor e toda a equipa que ao longo dos anos, e face às várias dificuldades que atravessando a comunicação social, tornou este marco histórico atingível”.

 

 

Um amigo meu chamado dr. Elísio Marques, ex-Padre, disse ao Padre Vieira (ex-diretor) que eu tinha muito jeito para escrever. O Padre Vieira levou-me à experiência e nunca mais me deixou sair. Durante um ano fiz 52 artigos com o título ‘À Escuta da Bíblia’. Falei praticamente de tudo o que é essencial para um bom leitor da Bíblia. Era amigo do pessoal, havia sempre um ou outro de mal com a vida, mas o ambiente em si era bom”.

 

 

É um órgão de comunicação e de informação local imprescindível pela sua diversidade. Já o lia esporadicamente há muitos anos, mas desde que assumi funções como presidente da Junta de Freguesia de Viseu aprendi a lê-lo semanalmente. É um exemplo de que, apesar da proliferação de diversas plataformas de leitura digitais, o jornal em papel é ainda fundamental sobretudo para manter hábitos de leitura nos nossos idosos”.

 

Sempre tive na memória essa esperança de poder estar nos 100 anos do jornal, se bem que, quando fechou a tipografia isso deixou-me renitente. Recordo todos com saudade e da camaradagem que vinha de cima, mas lembro-me e tenho muitas saudades de um diretor: o Cónego Henriques Mouta, era um homem de uma personalidade incrível e com grande respeito para com as pessoas”.

 

Sempre gostei do Jornal da Beira. Comecei aqui a trabalhar tinha 11 anos, hoje tenho 72 anos, e foi sempre o Jornal que me esteve mais próximo. Foi sempre muito lido sobretudo pelos católicos, embora se destaquem outras notícias e publicidade que chamam a atenção. A página dos mortos (necrologia) foi uma secção que mais tarde o tornou ainda mais lido. Hoje, vê-lo a fazer 100 anos fico feliz e acho que conseguiu chegar aqui pela boa gestão”.

 

Já na casa dos meus avós, o Jornal da Beira acompanhava a minha família, dando as informações importantes para a nossa vida. Na minha casa é conhecido pelo nosso jornal”. Os nossos sinceros parabéns aos 100 anos do jornal e a todos os que nele trabalham e trabalharam”.

 

 

 

É um jornal com a história de Viseu. O único que me transmite uma imagem da imprensa regional no seu sentido mais puro. É aquele jornal em que tenho a certeza de que, daqui a 100 anos, quando alguém precisar de consultar algo que aconteceu em Viseu, encontra nas páginas do Jornal da Beira. Espero que mantenham as diferentes rúbricas e resgatem o postal da última página.”

 

 

O Jornal da Beira é um pouco ‘estrela da manhã’, humilde fio de luz solta do alto e que para lá reenvia.”

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