Igreja

Papa denuncia «escravatura» do trabalho infantil

No dia seguinte, a 13 de junho, o Papa evocou no Vaticano a celebração do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho), denunciando uma “tragédia” que atinge mais de 150 milhões de menores, em todo o mundo.

“Não é possível fechar os olhos perante à exploração das crianças, privadas do direito de brincar, de estudar e de sonhar”, referiu, após a recitação da oração do ângelus, perante centenas de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Francisco mostrou-se particularmente impressionado com o número de crianças exploradas no mundo laboral.

“É uma tragédia. 150 milhões. Mais ou menos como todos os habitantes da Espanha, França e Itália, todos juntos”, indicou.

“Isto acontece hoje, tantas crianças que sofrem com isto, explorados no trabalho infantil”, acrescentou o Papa.

A intervenção apelou a um renovado compromisso internacional para “eliminar esta escravatura” do mundo contemporâneo.

As agências da ONU para o trabalho e para a infância alertaram para o aumento do trabalho infantil, em 2020, por causa da pandemia e do fecho das escolas.

“Com o encerramento de escolas, dificuldades económicas e orçamentos nacionais reduzidos em todo o mundo, as famílias estão a ser forçadas a fazer escolhas dolorosas. Pedimos aos governos e aos bancos internacionais de desenvolvimento que priorizem investimentos em programas que possam tirar as crianças da força laboral e voltar à escola”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, numa intervenção divulgada pelo portal do Vaticano.

O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002.

Mostrar mais

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo