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Portugal entrou na fase mais crítica da pandemia da COVID – 19

A fase de mitigação da pandemia da Covid-19 entrou em vigor à meia-noite desta quinta-feira, 26 de março. Uma fase que corresponde ao nível de alerta e de resposta mais elevado, de acordo com as explicações o Plano Nacional de Preparação e Resposta: Esta fase é ativada quando as cadeias de transmissão estão estabelecidas no país, tratando-se de uma situação de epidemia ativa.

O plano indica que a fase de mitigação é a última fase de resposta antes da fase de recuperação. Os hospitais e centros de saúde vão ter de se adaptar a novas regras para responder a esta fase mais crítica, como explica o diretor do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV), Cílio Correia, na sua página do Facebook:

“Vamos cumprir a fase de mitigação, em que todos os sintomáticos são suspeitos o que vai alterar critérios, a afetação dos recursos e vamos assistir ao incremento no número de casos diagnosticados. Deixam de ser apenas os hospitais a tratar do despiste destas situações. A partir de amanhã também os cuidados primários terão de estar preparados para receber casos suspeitos e, qualquer médico tem autonomia para face a qualquer doente com sintomatologia respiratória pedir o teste. Será alargada aos laboratórios privados a realização de testes. Por estes motivos, não será de estranhar que os números, as taxas, as curvas… sofram alterações no sentido do crescimento. É fundamental cumprir as medidas preconizadas pela DGS e não nos deixarmos tomar pelo pânico”.

Na fase de mitigação já está disseminada a transmissão comunitária do novo coronavírus e já não é possível descobrir a origem das cadeias de transmissão, ou seja, há casos de Covid-19 já com origem no território nacional. Chegou-se ao nível 3 do sistema de alerta e resposta, onde as cadeias de transmissão já estão estabelecidas, e podem acontecer em ambientes abertos ou fechados.

Quanto às medidas a tomar para conter a doença, a resposta é focada na mitigação. Nesta fase é recomendada a utilização de máscaras, inclusive a quem não apresenta sintomas, em serviços de saúde ou em multidões; o isolamento dos doentes suspeitos ou confirmados, deve ser feito no domicílio ou instituição hospitalar referenciada, segundo a gravidade da doença e os cuidados necessários.

Os hospitais do SNS terão agora de admitir e tratar os doentes da sua área de referência, com suspeita ou confirmação de COVID-19. Todos os serviços de saúde devem ter a capacidade de lidar com um caso de COVID-19 ligeiro a moderado, os casos graves devem ser geridos em ambiente hospitalar. Existe ainda a possibilidade de abertura de serviços de ambulatório regionais, para doentes COVID-19.

Emília Amaral

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