Viseu

Portugal já entrou no novo confinamento geral

Portugal continental entrou à meia noite desta sexta-feira num novo confinamento geral. Esta medida deve-se ao agravamento da pandemia de Covid-19 a que se tem assistido nas últimas semanas.

O Governo decretou o dever de recolhimento domiciliário, sendo que, diferentemente do confinamento de março e abril, o ensino presencial se mantém. As medidas do novo Estado de Emergência vigoram até às 23:59 de 30 de janeiro.

Segundo primeiro- ministro, António Costa, a regra é “ficar em casa”, sendo que há exceções como a realização de compras de bens essenciais e serviços, o desempenho de atividades profissionais ou letivas, a prática de exercício físico ou a participação na eleição do Presidente da República, a 17 ou 24 de janeiro.

Creches, escolas e universidades mantém-se abertas, com aulas em regime presencial e vai ser desenvolvida uma campanha de testes antigénico para despistar casos de infeção.

O decreto também determina a obrigatoriedade do teletrabalho, sempre que as funções o permitam e , neste novo confinamento, sem necessidade de acordo entre a entidade empregadora e o empregado. O não cumprimento desta medida traduz-se numa contraordenação muito grave, sendo que as coimas no novo Estado de Emergência foram reforçadas.

Os serviços públicos podem prestar atendimento presencial mediante marcação prévia e é reforçada o serviço através dos meios digitais.

No que toca ao comércio e serviço, podem estar abertos mercearias e supermercados, com lotação limitada a cinco pessoas por 100 metros quadrados, sem restrição de horário. Também é permitida a realização de feiras e mercados, nos casos de venda de produtos alimentares.

Os restaurantes e cafés podem funcionar, única e exclusivamente, em regime de take away e entrega ao domicílio. Consultórios médicos, dentistas e farmácias mantém-se abertos. Cabeleireiros, barbearias, equipamentos culturais, ginásios e termas encerram.

No desporto apenas os jogos das primeiras ligas de cada modalidade e jogos das seleções podem continuar.

O decreto também determina o agravamento das coimas para o dobro, no caso de incumprimento das medidas impostas.

Durante o confinamento são permitidos os eventos no âmbito da campanha eleitoral e da eleição do Presidente da República, sendo que a 17 e 24 de janeiro as pessoas se podem deslocar para exercer o direito de voto. Os idosos residentes em lares também se podem deslocar, mas devem essencialmente usar o voto antecipado.

A Conferência Episcopal Portuguesa decidiu que ficam suspensas ou adiadas as celebrações de batismos, crismas e casamentos, mas serão mantidas as celebrações litúrgicas como a eucaristia e as exéquias (cerimónias fúnebres e funerais).

Mostrar mais

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo