Igreja

Proposta de Celebração Familiar para a vivência do Domingo de Ramos

Não fora a situação de pandemia que estamos a viver, hoje seria um dia para nos encontrarmos com os nossos ramos que, depois de benzidos pelo sacerdote, seriam por nós utilizados para a procissão que recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Embora tal não nos seja possível, vamos preparar esta celebração. E todos podem dar a sua ajuda.

Com a ajuda de todos, vamos fazer uma cruz. Será a cruz da família. De acordo com os materiais que quiserem utilizar, podem nela desenhar, pintar, colar, algo que seja próprio de cada um dos membros da família. No centro das duas hastes, vamos desenhar, pintar ou colar a imagem de Jesus.

Se for possível arranjar ramos de oliveira, alecrim ou loureiro, que cada membro da família faça o seu ramo, que o ornamente e o coloque junto à cruz. Quando este «mau tempo» passar, poderemos pedir ao nosso pároco que faça o favor de benzer os nossos ramos. Se não houver oliveiras ou alecrim ou loureiro, na internet encontrarão desenhos que poderão imprimir e pintar. Há que ser criativos.

Vamos colocar a cruz e os nossos ramos numa mesa, que pode ter uma ou mais velas e outros símbolos religiosos com que a família se identifique.

Essa mesa deve ficar assim ao longo de toda a semana para que, na Quinta-feira Santa, na Sexta-feira Santa e no Sábado Santo possam fazer um momento de oração. Depois, será a grande festa da Páscoa.

Introdução

Pai/Mãe Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos Ámen!

Pai/Mãe Neste dia, todos recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Por todos foi aclamado. Mas, logo a seguir, tudo mudou. Jesus foi condenado à morte. Ele tudo aceitou com amor. Na Cruz, Ele revela que o Pai é misericórdia. E do seu coração aberto, derramará sempre sobre nós torrentes de misericórdia e de graça. 

Vamos, todos juntos, dar graças a Jesus pelo dom da sua vida, pelo sangue derramado. Fomos salvos por Ele.

Todos pegam nos seus ramos

Pai/Mãe Deus, nosso Pai, eis-nos aqui com os ramos na mão, tal como os peregrinos e os habitantes de Jerusalém, para aclamarmos a Jesus Cristo, vosso Filho e para o saudarmos, como Aquele que nos traz a salvação. Que estes ramos lembrem o nosso compromisso de cristãos, nos acompanhem nos sofrimentos da vida, para os transformarmos em alegria e em glória.

Todos Jesus, filho de David, observai o sofrimento do nosso mundo neste tempo de pandemia, ajudai os doentes com o vírus e ficai próximo dos moribundos.

Jesus, Messias de Deus, lembrai-vos da vossa Igreja: iluminai os nossos pastores e reavivai a fé de todos os fiéis.

Jesus, Rei e Salvador, que esta pandemia termine e possamos voltar a viver dias de paz.

Ámen.

Os ramos são colocados na mesa.

Escutamos a Palavra

Pai/Mãe Vamos, agora, unir-nos a Jesus na sua Paixão. Escutemos com atenção o texto do Evangelho de S. Mateus. Vamos ler apenas uma parte. 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 27, 11-54)

(….) Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão,e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus. Chegados a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do Calvário, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, depois de o provar, não

quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l’O. Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação: «Este é Jesus, o Rei dos judeus». Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo:  «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz».  Os príncipes dos sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos, também troçavam d’Ele, dizendo: «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n’Ele. Confiou em Deus: Ele que O livre agora, se O ama, porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’». Até os salteadores crucificados com Ele O insultavam. Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envolveram toda a terra. E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eli, Eli, lema sabachtani!», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?» Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias». Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l’O». E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou. Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram aterrados e disseram:«Este era verdadeiramente Filho de Deus».

Palavra da salvação.

Pai/Mãe Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade, os doentes do COVID 19, …

Pai/Mãe O Centurião romano ao presenciar a morte de Jesus, fez um ato de fé: «Este era verdadeiramente Filho de Deus». Vamos, também nós, professar a nossa fé:

Todos Creio em Deus Pai que nos dá a reconhecer o seu Filho Jesus na fragilidade humana e na simplicidade do coração das crianças.

Creio em Jesus, o esperado das Nações. Ele proclama com toda a sua vida que o amor é mais forte que o ódio e, por isso, não hesita entrar em Jerusalém para realizar a Páscoa.

(continua na página seguinte)

(continuação)

Creio no Espírito Santo, que conforta quem vive hoje a paixão e coloca nos seus corações a esperança da vitória da vida.

Creio na Igreja que carrega, com Jesus, a cruz de todas as mulheres e homens que são ameaçados das mais diferentes maneiras.

Preces

Pai/Mãe Contemplando a Cristo, nosso 

Salvador, oremos pela salvação de 

todos os homens, vítimas do ódio, 

da violência e da injustiça,

e digamos: Ouvi-nos, Senhor.

Filho/Filha Pela santa Igreja, seus ministros e fiéis, 

para que, vivendo na fé o mistério da Paixão, recolham da árvore da cruz o fruto da esperança, oremos.

Filho/Filha Pelos ateus e pelos cristãos sem fé, para que, à semelhança do centurião do Evangelho, descubram em Cristo crucificado o Filho de Deus, oremos.

Filho/Filha Pelos doentes, os moribundos e os agonizantes, para que sintam junto de si o Salvador, que nas mãos do Pai entregou o seu espírito, oremos.

Filho/Filha Por todos nós, pela nossa família e pela nossa paróquia para que, unidos à paixão e morte do Redentor, sejamos conduzidos à glória da Ressurreição, oremos. 

Todos Senhor Jesus, dai-nos o vosso 

Espírito para que, hoje e sempre, 

tenhamos os mesmos sentimentos 

que tivestes na vossa Paixão. 

Que vivamos como Vós, amemos como 

Vós, soframos como Vós, carreguemos a cruz como Vós, confiemos em Deus Pai como Vós, perdoemos como Vós, 

para, como Vós, ressuscitarmos.

Todos Pai-nosso…

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