Sinais da Palavra

2º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Por: Pe. Nuno Azevedo

Quantas palavras ouvimos repetidamente sem lhe dar a devida atenção, sem se tentar percebê-las, fazê-las verdadeiramente nossas, porque a nós dirigidas.

Sentir que é para nós a bênção que São Paulo escrevia na carta aos cristãos de Corinto e que tantas vezes, por palavras semelhantes escutamos no início de cada celebração: «a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco».

Porque são para nós, para cada um que abre o seu coração e a sua vida, essa mesma graça e a paz. Porque é uma saudação que tem mais significado se for sentida, por cada um que a acolhe. E que a paz e a graça de Deus, Pai que ama e Filho que está no meio de nós, surjam em nós, nas nossas casas, nas nossas comunidades.

Também as palavras de João, ao apresentar Jesus aos que o escutavam, nas margens do Jordão, são já tão conhecidas, tão repetidas em cada Eucaristia: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo».

Mas, acolhemos essa mesma presença do Senhor que se oferece por nós, Alimento de Vida Eterna, Pão dos Céus, quando no altar Ele nos é apresentado, oferecido, sentindo e vivendo essas mesmas palavras?

Olhamos esse mesmo Cordeiro de Deus, aceitamo-Lo em nós e para nós?

Sentir as palavras, para que também em nós seja verdade o que diremos: «Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade».

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