Sinais da Palavra

16.º Domingo do Tempo Comum – Ano C

 

À pergunta que nos faz o salmo, “quem habitará em vossa casa?”, poder-se-á responder com a atitude de acolhimento de Abraão: “Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo”. Um acolhimento de quem abre não apenas a sua tenda, mas o ser coração, escutando e acolhendo a promessa tão desejada, o cumprimento dos seus anseios: “Sara tua esposa terá um filho”.

Mas o próprio salmo nos dá respostas que são preciso reter: “O que vive sem mancha e pratica a justiça e diz a verdade que tem no seu coração e guarda a sua língua da calúnia; o que não faz mal ao seu próximo, nem ultraja o seu semelhante, o que tem por desprezível o ímpio, mas estima os que temem o Senhor; o que não falta ao juramento mesmo em seu prejuízo e não empresta dinheiro com usura, nem aceita presentes para condenar o inocente”. Afinal, para habitar na casa do Senhor.

Marta e Maria, irmãs de que nos fala o evangelho, são também figuras deste acolhimento. Mas, se Marta se agita para que nada falte ao seu hóspede, Maria compreende que é tempo de abrir o coração e escutar as palavras desse mesmo hóspede, Jesus, Palavra de vida eterna. E é o próprio Jesus que lho recorda como o importante, naquele momento: “Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”.

São Paulo, que começa por lembrar “completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo que é a Igreja”, lembra este mesmo acolhimento feito mistério: “Cristo no meio de vós, esperança da glória”


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