Sinais da Palavra

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Quando lutamos, tantas vezes, para compreender o que se passa à nossa volta, o que nos é visível, aceitamos com tão grande ingenuidade explicações fantasiosas para o que não vemos, para o que nos é mais difícil compreender.

Ultrapassada a ideia dos contos de fada e do imaginário infantil, parecemos procurar versões mais modernas e ainda mais carregadas de fantasia para conseguirmos viver um quotidiano, difícil por vezes, mas em que, desta forma, se algo correr mal, temos um «destino» ou outras forças a que culpar.

E vai-se vivendo, com base nesses discursos e explicações genéricas, cheias de uma nova fantasia, mas que ilibam de qualquer culpa, mais do que baseados na extraordinária capacidade do pensar e reflectir, a cada instante, a cada decisão tomada.

Depois, ficamos também nós a olhar para as inúmeras «torres» da vida que não fomos capazes de concluir, só porque não pensamos se seríamos capazes de o fazer antes… Depois, lamentamo-nos perante as inúmeras «guerras» perdidas, só porque não nos soubemos preparar para as travar… Depois, olhamos para a cruz e sentimo-la demasiado pesada, na nossa incapacidade de a transportar, só porque nunca a tomamos em nossas mãos e a sentimos nossa, preferindo acusá-la de ser um destino cruel e doloroso.

É Jesus quem diz: «Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo». E nós parecemos responder: «eu sigo-Te, Senhor, mas deixa-me acreditar em tantas outras coisas, que me apontam caminhos que parecem mais fáceis, menos penosos e onde eu não tenho de tomar decisões, mas apenas deixar que aconteça o ‘meu destino’».

Mas, seguir é aceitar-Te, é aceitar essa mesma cruz, sinal do quanto nos amas.

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