Sinais da Palavra

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Espantamo-nos perante as crescentes injustiças sociais, perante um mundo em que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais pobres, desprezados, mesmo «roubados» nos seus bens.

Mas, as injustiças sociais, o «faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas» de que fala o profeta Amós, que não são de hoje, encontram hoje novas formas de se expressar, ainda mais fortes na forma de enganar e de se aproveitar de quem, já por si, não se pode defender.

Como lembra o profeta, Deus não esquece «nenhuma das suas obras». Aliás, os crentes não só são convidados a denunciar estas injustiças, como são convidados a não participarem delas, a não as planearem e realizarem, a não se sentirem superiores face aos irmãos. Como escrevia um grande pensador dos nossos tempos: «um homem só tem o direito a olhar o outro de cima quando está a ajudá-lo a levantar-se».

Por isso, Jesus não louva a desonestidade do administrador da sua parábola, mas sim o poder de decisão rápida, o não ficar parado, mas o agarrar uma decisão… mesmo que a sua decisão fosse também ela injusta…

E, como nos pergunta o evangelho: «se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso?»

Que o nosso coração não queira apenas servir ao «dinheiro», entenda-se aos «poderes deste mundo», nem deles se sirva para aumentar injustiças.

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