Sinais da Palavra

4.º Domingo da Quaresma – Ano B

Por: Pe. Nuno Azevedo

Mais do que a imagem de desolação e destruição do Templo e de Jerusalém, por ocasião do desterro da Babilónia, o segundo livro das Crónicas parte da imagem de “todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis, e profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si”. Apesar dos avisos enviados, continuam esse afastamento. Mas o relato termina com a esperança trazida por Ciro, rei da Pérsia, que recebe “o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém”.

Por isso, também nós lembramos Jerusalém, também nos alegramos por esta esperança, também fazemos resplandecer a cruz, na qual o Senhor se dá, “o Filho do Homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna”.

Precisamente no evangelho de São João encontramos a máxima que não pode ser esquecida: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”.

São Paulo, escrevendo aos Efésios, recorda: “é pela graça que fostes salvos, por meio da fé”. E confirma: “a salvação não vem de vós: é dom de Deus”.


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