Um novo olhar.
Como lembra o Senhor ao profeta Samuel, na escolha do rei David, “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração.
Um olhar iluminado.
São Paulo recorda aos Efésios: “Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade”. E que nos desafia a aceitar essa nova luz que é Cristo, recordando: “desperta, tu que dormes; levanta-te do meio dos mortos e Cristo brilhará sobre ti”.
Um olhar que ultrapassa a nossa compreensão.
Os discípulos, presos às trevas das ideias passadas, ficam na origem da cegueira daquele homem e não compreendem quando Jesus lhes diz: “sou a luz do mundo”.
Os que veem o cego agora a ver ficam na dúvida do como. Mas aquele homem vai descobrindo Jesus, a quem não conhecia e passa do “esse homem, que se chama Jesus” ao “esse homem, que se chama Jesus”, até ao chamar-lhe “é um profeta”. Mas uma descoberta que tem de ir mais além: “não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade”.
Um olhar cheio de fé.
À pergunta que faz a Jesus: “quem é, Senhor, para que eu acredite n’Ele?”, aquele homem, que agora vê, tem de aprender a responder: “eu creio, Senhor”. Porque encontrou em Jesus essa Luz que vem iluminar o nosso olhar. Porque descobriu em Jesus o Messias esperado. Porque agora vê, pois acredita.